Estamos prestes a começar o primeiro Mandato feminine na presidência da república. Também conhecido como Pau-Mandato. Quando foi Ministra da Casa Civil, Dilma fez tudo que o mestre mandou. Era funcionária dele, tinha que fazer isso mesmo. Quando foi candidata, Dilma fez tudo que o mestre mandou. Era a candidata dele e também tinha que fazer isso. Mas quando começa a ser presidente, até quando Dilma vai continuar fazendo tudo que o mestre mandar?
Na montagem dos Ministério Lulinha está emplacando quem pode e até quem não podia. Porque tempos atrás ele não podia voltar com Palocci. Agora pôde. E Dilma está engolindo tudo e ganhando em troca uma cota feminina. Afinal, capacidade técnica nem sempre é o X da questão. A esolha dos novos ministros muitas vezes é pelo XX da questão. E Dilma tem que se contentar com essa cota. O que sobra da cota dos partidos aliados e a cota do chefe mandou.
Hoje, ao ler sites e blogs vi que a equipe de Dilma ventilou na imprensa uma nota para dar maior credibilidade à presidenta. Alguns veículos compraram a ideia e veicularam que Dilma reclama não da voz ativa do chefe na montagem de sua cúpula, mas muito pelo contrário, diz que tenta ouvir opiniões de Lula sobre alguns nomes e ele se recusa a dar pitacos para não interferir. Enquanto isso, o presidente já saudosista declara que não pode dizer que não volta em 4 anos, pois é “um político nato”. E qual político nato abandonaria seu palácio sem deixar o terreno loteado para voltar daqui a pouco?
Todo político adora um microfone. Mas nem sempre o que ele fala é o que ele fala. Às vezes o que ele fala é o que alguém mandou falar. Às vezes é o que alguém quer escutar. Outras vezes ele fala, mas nem era aquilo que ele queria dizer. Chega ao ponto de ele nem falar, mas dizerem que ele falou. Esse blog tenta analisar isso. Nada científico. É só o que o autor quer falar mesmo.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
E agora José?
Fui a um seminário no ano passada em que muitos marqueteiros políticos reclamavam do tamanho da campanha política no Brasil. Somente 4 meses, enquanto que nos Estados Unidos e em outros países o processo leva até mais de um ano, até mesmo porque, no caso dos EUA, cada estado faz sua votação em uma data. A discussão rendeu até que um dos palestrantes tomou a palavra e disse que as eleições no Brasil eram as mais demoradas do mundo: duram 4 anos.
É nesse contexto que passo a escrever sobre as eleições de 2014 que já começaram quando Serra foi à imprensa dizer que não era um adeus, mas sim um até logo. Será que o presidente Lula não pensa em repetir esse discurso na entrega da faixa?
Agora é a hora de compararmos os discursos. Foram 4 meses de promessas e os políticos eleitos terão 4 anos para cumprí-las ou fazer com que esqueçamos delas. Uma vez ouvi de um candidato ao governo do Rio de Janeiro que o discurso não poderia ser maior que o recurso, nem o palanque maior que o palácio. Hoje, ouvindo a CBN pela manhã, o governador eleito do Espírito Santo tentava explicar porque Dilma prometera a duas semanas, em entrevista à mesma rádio, não aumentar a carga tributária e ontem já especulava a volta da CPMF.
As equipes de transição entram em cena para passar uma borracha nas promessas e escrever novas propostas dentro da realidade e dos interesses partidários. Pesquisa do Datafolha, realizada 10 dias após o 1º turno, revela que 30% dos eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal. Esquecer quais eram suas promessas deve ser ainda mais fácil.
É nesse contexto que passo a escrever sobre as eleições de 2014 que já começaram quando Serra foi à imprensa dizer que não era um adeus, mas sim um até logo. Será que o presidente Lula não pensa em repetir esse discurso na entrega da faixa?
Agora é a hora de compararmos os discursos. Foram 4 meses de promessas e os políticos eleitos terão 4 anos para cumprí-las ou fazer com que esqueçamos delas. Uma vez ouvi de um candidato ao governo do Rio de Janeiro que o discurso não poderia ser maior que o recurso, nem o palanque maior que o palácio. Hoje, ouvindo a CBN pela manhã, o governador eleito do Espírito Santo tentava explicar porque Dilma prometera a duas semanas, em entrevista à mesma rádio, não aumentar a carga tributária e ontem já especulava a volta da CPMF.
As equipes de transição entram em cena para passar uma borracha nas promessas e escrever novas propostas dentro da realidade e dos interesses partidários. Pesquisa do Datafolha, realizada 10 dias após o 1º turno, revela que 30% dos eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal. Esquecer quais eram suas promessas deve ser ainda mais fácil.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Jogo Político
Ergue os braços, aponta para o centro do campo e apita o final do jogo. Ainda faltam uns poucos minutos de acréscimos, mas a campanha presidencial montanha-russa vem chegando ao fim. Especialistas fizeram previsões e erraram. Marqueteiros fizeram estratégias e erraram. Os candidatos tentaram não agredir e erraram. Tentaram agredir e erraram também. Tentaram até ser agredidos e continuaram errando. Pesquisas erraram até na margem de erro.
Nos últimos dias, os debates e os programas políticos giram em torno de um teste de paternidade. Ou maternidade. Quem é o pai do Bolsa Família? Quem é a mãe do PAC? Serra defende o ditado popular de que pai é quem cria. Diz que criou diversos programas que o governo Lula adotou mais tarde. Dilma assume a maternidade de outros cujo pai foi também o nosso atual presidente. Mas tudo, nada mais é que uma briga por herança. Filhos mais velhos, no caso de Serra bem mais velhos, que querem ser herdeiros únicos do Plano Real, da estabilidade econômica e da diminução da miséria. Resta saber se não teremos um daqueles casos de “pai rico, filho pobre”.
Mas o início do post não foi em vão. A imprensa nessa reta final parece que adotou a regra do presidente Lula: não existe mais regra. Enquanto o presidente, a 3 dias do pleito eleitoral, cavou uma viagem para visitar plataforma do pré-sal e defender a não-privatização da Petrobras, a Globo ontem foi na canela de Dilma. Nos dois breaks de intervalo de Flamengo e Corinthians, coincidentemente o jogo das maiores torcidas do Brasil, a emissora transmitiu cerca de 2 minutos do candidato azul (e agora verde) e apenas 30 segundos da candidata vermelha (e agora verde). Como diria o Cléber Machado: pode isso, Arnaldo?
Nos últimos dias, os debates e os programas políticos giram em torno de um teste de paternidade. Ou maternidade. Quem é o pai do Bolsa Família? Quem é a mãe do PAC? Serra defende o ditado popular de que pai é quem cria. Diz que criou diversos programas que o governo Lula adotou mais tarde. Dilma assume a maternidade de outros cujo pai foi também o nosso atual presidente. Mas tudo, nada mais é que uma briga por herança. Filhos mais velhos, no caso de Serra bem mais velhos, que querem ser herdeiros únicos do Plano Real, da estabilidade econômica e da diminução da miséria. Resta saber se não teremos um daqueles casos de “pai rico, filho pobre”.
Mas o início do post não foi em vão. A imprensa nessa reta final parece que adotou a regra do presidente Lula: não existe mais regra. Enquanto o presidente, a 3 dias do pleito eleitoral, cavou uma viagem para visitar plataforma do pré-sal e defender a não-privatização da Petrobras, a Globo ontem foi na canela de Dilma. Nos dois breaks de intervalo de Flamengo e Corinthians, coincidentemente o jogo das maiores torcidas do Brasil, a emissora transmitiu cerca de 2 minutos do candidato azul (e agora verde) e apenas 30 segundos da candidata vermelha (e agora verde). Como diria o Cléber Machado: pode isso, Arnaldo?
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Vencedor do Debate
O debate dos candidatos ao governo do DF deve ter sido o comentário em 10 das 10 repartições públicas da capital hoje. Todos os holofotes voltados para Weslian Roriz. Aqui no blog eu já havia lançado a dúvida sobre a aparição da candidata nessa reta final. Será que o tempo era muito curto para mostrá-la como uma candidata tão forte como o chefe da casa ou muito curto a ponto de valer a pena escondê-la e manter o índice deixado pelo seu marido e prepará-la para o segundo turno? O tempo pareceu ser longo, mas longo até demais, todas as vezes que era sua hora de falar.
Mas falar mal de Weslian aqui é cair no lugar comum. É óbvio qeu ela foi mal. É óbvio que ela iria ter um desempenho igual ao de Roriz. Não que isso seja ruim. Tanto é que parece que a preocupação dos outros candidatos foi justamente essa: um desempenho horroroso, igual ao do chefe. Em 98, Cristovam perdeu a eleição ao menosprezar Roriz no ultimo debate. O pleito virou nos acréscimos do segundo tempo graças a um maior poder de lábia do candidato do PT, que falou bonito, se mostrou superior e o povo, aquele que decide eleição, não gostou. Duda Mendonça, mago de Lula em sua primeira campanha vitoriosa, diz que em campanha, quem bate perde. Ontem, ninguém ousou bater na Senhora Roriz. Respeito ou medo?
Alguns marqueteiros sugerem uma forma de se medir o vencedor do debate: assisti-lo no mute. A linguagem corporal fala muito. Mostra, por exemplo Weslian Roriz lendo seus textos. Mostra Agnelo inseguro, assim como os candidatos do PV e do PSol irritados em alguns momentos. Para mim, a grande vantagem de abaixar o volume ontem foi não ouvir Weslian falar. Ou deixar de falar.
Mas o debate teve muito mais que Weslian. Em um dos blocos, a jornalista da Globo se perdeu e deixou o candidato do PV sem responder uma pergunta, enquanto Weslian respondeu duas. Para tentar consertar, deu a ele o direito de fazer uma pergunta. Duda Mendonça, ele mais uma vez, diz que o momento do candidato é a hora que vai responder, pois quem o questionou terá o direito da réplica e ele fecha com a tréplica. E Eduardo Brandão do PV aceitou calado ficar em silêncio. Seus assessores também. Trocando em miúdos, é como quando a gente era pequeno e tava brigando com o irmão:
- Cala a boca!
- Cala a boca você.
- Cala a boca você, seu boboca.
- Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu.
- Os dois, parem com essa briga agora – finaliza a discussão a mãe, deixando o ultimo que falou com a vitória no acalorado debate sobre o silêncio.
Mas quem realmente ganhou o debate? Isso não é o Trending Topics do Twitter quem decide. Na realidade isso nem muito importa. Vencer um debate não quer dizer tudo. O próprio Lula cansava de ganhar debates e perder eleições.
Mas falar mal de Weslian aqui é cair no lugar comum. É óbvio qeu ela foi mal. É óbvio que ela iria ter um desempenho igual ao de Roriz. Não que isso seja ruim. Tanto é que parece que a preocupação dos outros candidatos foi justamente essa: um desempenho horroroso, igual ao do chefe. Em 98, Cristovam perdeu a eleição ao menosprezar Roriz no ultimo debate. O pleito virou nos acréscimos do segundo tempo graças a um maior poder de lábia do candidato do PT, que falou bonito, se mostrou superior e o povo, aquele que decide eleição, não gostou. Duda Mendonça, mago de Lula em sua primeira campanha vitoriosa, diz que em campanha, quem bate perde. Ontem, ninguém ousou bater na Senhora Roriz. Respeito ou medo?
Alguns marqueteiros sugerem uma forma de se medir o vencedor do debate: assisti-lo no mute. A linguagem corporal fala muito. Mostra, por exemplo Weslian Roriz lendo seus textos. Mostra Agnelo inseguro, assim como os candidatos do PV e do PSol irritados em alguns momentos. Para mim, a grande vantagem de abaixar o volume ontem foi não ouvir Weslian falar. Ou deixar de falar.
Mas o debate teve muito mais que Weslian. Em um dos blocos, a jornalista da Globo se perdeu e deixou o candidato do PV sem responder uma pergunta, enquanto Weslian respondeu duas. Para tentar consertar, deu a ele o direito de fazer uma pergunta. Duda Mendonça, ele mais uma vez, diz que o momento do candidato é a hora que vai responder, pois quem o questionou terá o direito da réplica e ele fecha com a tréplica. E Eduardo Brandão do PV aceitou calado ficar em silêncio. Seus assessores também. Trocando em miúdos, é como quando a gente era pequeno e tava brigando com o irmão:
- Cala a boca!
- Cala a boca você.
- Cala a boca você, seu boboca.
- Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu.
- Os dois, parem com essa briga agora – finaliza a discussão a mãe, deixando o ultimo que falou com a vitória no acalorado debate sobre o silêncio.
Mas quem realmente ganhou o debate? Isso não é o Trending Topics do Twitter quem decide. Na realidade isso nem muito importa. Vencer um debate não quer dizer tudo. O próprio Lula cansava de ganhar debates e perder eleições.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Publicidade x Programas Sociais?
Tenho um amigo flamenguista que todas as vezes que não tem mais argumentos em uma discussão sobre nossos times ele solta: “mas o mengão é hexa”. Todas as vezes que o papo chega nesse ponto eu encerro, pois dali pra frente sai de campo a razão e o máximo que eu vou ouvir é “o mengão é hexa”. A falta de argumentos ou de assunto sai vitoriosa nesse tipo de conversa.
A imprensa também se vê, constantemente, diante da falta de assunto. Sempre ouvi a seguinte frase sobre isso: se um jornal não tem pauta pro dia seguinte ele vai pra porta de um hospital e espera aparecer. Culpa, evidentemente, de um sistema de saúde que ainda é bem caótico. Sempre vai ter alguém querendo reclamar do péssimo atendimento e do descaso.
Isso tudo foi para falar sobre a falta de argumentos que cercou o debate político ontem. Na minha opinião chega-se a esse ponto quando é questionado algum gasto de governo com publicidade. E ainda pode piorar quando comparado a alguma outra área como saúde, transporte ou educação. Marina questionou Serra sobre isso. Perguntou por que em seu governo em São Paulo se gastou mais com publicidade do que em programas sociais. A resposta é tão simples quanto óbvia: porque publicidade é mais cara do que programas sociais, oras bolas.
Por que a Casas Bahia gasta, ou melhor, investe mais em publicidade do que em programas sociais? Muitos responderiam que a comparação é esdrúxula, afinal o negócio da Casas Bahia é vender e não fazer programas sociais. E o negócio de governo nenhum é fazer programas sociais. Isso é só uma pequena parte. Claro que advogo em causa própria, mas realmente acredito na publicidade bem feita para informar a população. Publicitários, assim como comunistas, não comem criançinhas no jantar. Esses são os padres. Tudo bem, uma pequena camada do clero eclesiástico.
A propaganda de utilidade pública é regulamentada pela Secretaria de Comunicação. Nenhum governo pode fazer o que bem entende. Mas qualquer governo tem sim o direito e, muitas vezes, o dever de prestar contas daquilo que faz. E é óbvio que nessa hora ele irá falar bem dele mesmo. Se fosse para falar mal o nome disso seria imprensa.
Acredito que a pergunta da Marina para Serra não deveria ser essa. Minha sugestão seria: Serra, por que seus eleitores devem insistir em você que já teve uma chance em um segundo turno com o Lula e não em mim? Na minha opinião, é hora do debate virar o jogo para ela. Ou melhor, já passou da hora. Debater ideias é importante, mas levá-las pelo menos ao segundo turno é ainda mais.
Sei que advoguei em causa própria. Mas e meu colega flamenguista, não? Em tempo, o mengão não é hexa. Ou pelo menos, há controvérsias.
A imprensa também se vê, constantemente, diante da falta de assunto. Sempre ouvi a seguinte frase sobre isso: se um jornal não tem pauta pro dia seguinte ele vai pra porta de um hospital e espera aparecer. Culpa, evidentemente, de um sistema de saúde que ainda é bem caótico. Sempre vai ter alguém querendo reclamar do péssimo atendimento e do descaso.
Isso tudo foi para falar sobre a falta de argumentos que cercou o debate político ontem. Na minha opinião chega-se a esse ponto quando é questionado algum gasto de governo com publicidade. E ainda pode piorar quando comparado a alguma outra área como saúde, transporte ou educação. Marina questionou Serra sobre isso. Perguntou por que em seu governo em São Paulo se gastou mais com publicidade do que em programas sociais. A resposta é tão simples quanto óbvia: porque publicidade é mais cara do que programas sociais, oras bolas.
Por que a Casas Bahia gasta, ou melhor, investe mais em publicidade do que em programas sociais? Muitos responderiam que a comparação é esdrúxula, afinal o negócio da Casas Bahia é vender e não fazer programas sociais. E o negócio de governo nenhum é fazer programas sociais. Isso é só uma pequena parte. Claro que advogo em causa própria, mas realmente acredito na publicidade bem feita para informar a população. Publicitários, assim como comunistas, não comem criançinhas no jantar. Esses são os padres. Tudo bem, uma pequena camada do clero eclesiástico.
A propaganda de utilidade pública é regulamentada pela Secretaria de Comunicação. Nenhum governo pode fazer o que bem entende. Mas qualquer governo tem sim o direito e, muitas vezes, o dever de prestar contas daquilo que faz. E é óbvio que nessa hora ele irá falar bem dele mesmo. Se fosse para falar mal o nome disso seria imprensa.
Acredito que a pergunta da Marina para Serra não deveria ser essa. Minha sugestão seria: Serra, por que seus eleitores devem insistir em você que já teve uma chance em um segundo turno com o Lula e não em mim? Na minha opinião, é hora do debate virar o jogo para ela. Ou melhor, já passou da hora. Debater ideias é importante, mas levá-las pelo menos ao segundo turno é ainda mais.
Sei que advoguei em causa própria. Mas e meu colega flamenguista, não? Em tempo, o mengão não é hexa. Ou pelo menos, há controvérsias.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Promessa de Campanha foi feita para ser quebrada
Roriz acaba de descumprir sua primeira promessa de campanha. Em um de seus inflamados discursos para seus eleitores, Joca bradou em alto e bom som: “pode dizer, pode reafirmar, pode garantir. Sou candidato para vencer no dia 03 de outubro!”. Ninguém pode falar que ele foi impedido de disputar. Mas o que é quebrar uma promessa? Tem gente quebrando sigilo e se mantendo firme nas pesquisas.
A equipe de Roriz, o marido, já se movimenta para dar credibilidade à Roriz, a esposa. No site do candidato renunciado, ao invés da imediata retirada do material de campanha, está o apoio à sua mulher, com uma foto dele estampada: “Vote Roriz 20. Vamos eleger D. Weslian. Estarei com ela a cada minuto”.
Mas será que Dona Weslian terá um desempenho pior que do Joca nos debates, programas e comícios que ainda restam essa semana? Os engraçadinhos diriam que desempenho pior que do candidato renunciado é impossível. Mas foi o desempenho tido por muitos “catrastrófico” que deu a ele a vitória sobre Cristovam. Seus eleitores continuam acreditando naquilo que ele fala, ou que mal sabe falar.
Como será com sua fantoche? Weslian terá tempo de aparecer e se mostrar capaz de manter os votos que Rorizão sempre teve? Ou o pouco tempo será suficiente para escondê-la e manter pelo menos um índice capaz de levar o pleito para o segundo turno?
O certo é que pouca gente votará em Weslian. Assim como um percentual muito pequeno votarápara Distrital em Dedé, Liliane, Leonardo, Rubens, Paulo e André. O mesmo não se pode dizer da Roriz, candidata ao governo e dos 6 Rorizes candidatos a Deputado Distrital.
A equipe de Roriz, o marido, já se movimenta para dar credibilidade à Roriz, a esposa. No site do candidato renunciado, ao invés da imediata retirada do material de campanha, está o apoio à sua mulher, com uma foto dele estampada: “Vote Roriz 20. Vamos eleger D. Weslian. Estarei com ela a cada minuto”.
Mas será que Dona Weslian terá um desempenho pior que do Joca nos debates, programas e comícios que ainda restam essa semana? Os engraçadinhos diriam que desempenho pior que do candidato renunciado é impossível. Mas foi o desempenho tido por muitos “catrastrófico” que deu a ele a vitória sobre Cristovam. Seus eleitores continuam acreditando naquilo que ele fala, ou que mal sabe falar.
Como será com sua fantoche? Weslian terá tempo de aparecer e se mostrar capaz de manter os votos que Rorizão sempre teve? Ou o pouco tempo será suficiente para escondê-la e manter pelo menos um índice capaz de levar o pleito para o segundo turno?
O certo é que pouca gente votará em Weslian. Assim como um percentual muito pequeno votarápara Distrital em Dedé, Liliane, Leonardo, Rubens, Paulo e André. O mesmo não se pode dizer da Roriz, candidata ao governo e dos 6 Rorizes candidatos a Deputado Distrital.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Vice?
Desde nossas primeiras eleições diretas após o período militar o vice-presidente é um cargo que vai além do cabide político. Sarney assumiu ainda antes das primeiras diretas, depois Itamar sucedeu Collor. Na era FHC, Magro Maciel passou praticamente despercebido. José Alencar teve mais destaque, até mesmo por sua luta contra o câncer que o Brasil inteiro acompanha nesses 8 anos.
Mas não se pode dizer que alguma vez um vice ganhou uma eleição diretamente. O Zé Alencar ajudou a consolidar alianças políticas e deu a Lula uma credibilidade que nunca tinha tido com... Quem foram seus vices em candidaturas que saiu derrotado mesmo? Se o vice-presidente é uma figura que fica para segundo plano, o que dirá do aspirante a vice-alguma-coisa?
Em Brasília, ninguém entendeu a escolha de Tadeu Filipelli para vice de Agnelo. Quer dizer, muita gente não acreditou, mas entendeu. O papel do vice, mais que decorativo, é o de fazer as alianças valerem. Mas a verdade é que o verdadeiro eleitor de Agnelo teria pavor de que acontecesse com ele o que aconteceu com Collor. O mesmo medo que o eleitor da Mãe Dilma tem de que aconteça com ela o mesmo que Tancredo. Bate na madeira treze vezes.
O Zé. O Serra, disse ontem em sabatina na OAB que “o vice é uma coisa que vem do passado. O vice hoje é para composição política. Muitas vezes soma ao contrário”. Sabe o que fala o Zé. Seu vice, Índio da Costa é a própria soma ao contrário. Suas declarações de que o PT tinha ligações com as FARC não tiveram repercussão a ponto de gerar mudança na campanha. Se ele foi escolhido para ser um franco atirador, os tiros não tem dado certo. Serra tem razão quando diz que vice é coisa do passado. Ficou no passado, mais precisamente, quando Aécio recusou o cargo na chapa. Ser contra um vice como o Índio da Costa é mole. E se fosse o Aecinho? Mas o neto, de Tancredo (o mesmo a dar lugar ao primeiro vice dessa história) também não gosta de ser vice. Pudera. Nem o Vasco que está tão acostumado não gosta.
Mas não se pode dizer que alguma vez um vice ganhou uma eleição diretamente. O Zé Alencar ajudou a consolidar alianças políticas e deu a Lula uma credibilidade que nunca tinha tido com... Quem foram seus vices em candidaturas que saiu derrotado mesmo? Se o vice-presidente é uma figura que fica para segundo plano, o que dirá do aspirante a vice-alguma-coisa?
Em Brasília, ninguém entendeu a escolha de Tadeu Filipelli para vice de Agnelo. Quer dizer, muita gente não acreditou, mas entendeu. O papel do vice, mais que decorativo, é o de fazer as alianças valerem. Mas a verdade é que o verdadeiro eleitor de Agnelo teria pavor de que acontecesse com ele o que aconteceu com Collor. O mesmo medo que o eleitor da Mãe Dilma tem de que aconteça com ela o mesmo que Tancredo. Bate na madeira treze vezes.
O Zé. O Serra, disse ontem em sabatina na OAB que “o vice é uma coisa que vem do passado. O vice hoje é para composição política. Muitas vezes soma ao contrário”. Sabe o que fala o Zé. Seu vice, Índio da Costa é a própria soma ao contrário. Suas declarações de que o PT tinha ligações com as FARC não tiveram repercussão a ponto de gerar mudança na campanha. Se ele foi escolhido para ser um franco atirador, os tiros não tem dado certo. Serra tem razão quando diz que vice é coisa do passado. Ficou no passado, mais precisamente, quando Aécio recusou o cargo na chapa. Ser contra um vice como o Índio da Costa é mole. E se fosse o Aecinho? Mas o neto, de Tancredo (o mesmo a dar lugar ao primeiro vice dessa história) também não gosta de ser vice. Pudera. Nem o Vasco que está tão acostumado não gosta.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Musiquinhas
Uma das coisas que mais me atrai em campanhas políticas são as “musiquinhas” dos candidatos, como diria minha mãe. Talvez pelo pseudo-músico que ainda existe dentro de mim. E isso não é exclusividade minha. Duda Mendonça, na minha opinião, o publicitário responsável pela mudança de estratégia nas campanhas de Lula, também é apaixonado por jingles. Tanto é que a primeira peça de campanha que mostra aos seus candidatos é justamente sua musiquinha.
Os jingles são excelente ferramentas para sintetizar mensagens e conceitos. Um dia desses, conversando com minha empregada fiquei questionando ela sobre seu voto para governador. Ela, que sempre foi eleitora do Roriz e até ganhou lote ‘dele’, falou que vota no Agnelo. ‘Mas por que, se o Roriz te deu um lote e fez tanta obra, tanta coisa’. ‘Fez muita coisa sim. Mas já deu o tempo dele. Agora é a hora do outro’. E o jingle parece que diz o que o povo está falando: Agora eu quero Agnelo.
Hoje, passando pelo twitter de um grande amigo meu li o seguinte: ‘Outra coisa q eu me dei conta hj é q todo jingle político tem base de música sertaneja. A eleição é do Brasil ou do interior do Goiás?’. Amigo, publicitário, mais de 12 mil seguidores no twitter, mas que falou besteira para mais de 12 mil seguidores.
Nessa campanha tenho ouvido (e feito) jingles excelentes e nos mais diversos ritmos. Como um samba excelente do Zé Serra, um forró pé-de-serra do Agnelo que dá vontade de sair dançando, um pop rock do Skaff para o governo de São Paulo e, pra puxar a sardinha pro meu lado, um funk baixo pro Bolota, que já toca por todo Tocantins. Muito mais que a preocupação em determinar um ritmo, o principal do jingle é que ele seja ‘chiclete’. Tipo aquela música que você alguém do seu lado cantarolou de manhã e lá pelo fim da tarde percebe que não parou de cantá-la o dia inteiro. Tipo "voar, voar, subir, subir"(você vai cantar isso um dia inteiro, duvida?).
Meu amigo está errado quando acha que os jingles feitos são todos com base na música sertaneja. Mas está mais errado ainda em achar que a predominância desse ritmo, às vezes, acontece por acaso. Funk baixo não é o que eu ou meus amigos gostamos, mas no meio do povo funciona sim. Sertanejo não é o que eu coloco no carro para ouvir, mas o povo sim. Eleições não sou eu ou meus amigos classe média que decidimos. Mas o povo sim.
Os jingles são excelente ferramentas para sintetizar mensagens e conceitos. Um dia desses, conversando com minha empregada fiquei questionando ela sobre seu voto para governador. Ela, que sempre foi eleitora do Roriz e até ganhou lote ‘dele’, falou que vota no Agnelo. ‘Mas por que, se o Roriz te deu um lote e fez tanta obra, tanta coisa’. ‘Fez muita coisa sim. Mas já deu o tempo dele. Agora é a hora do outro’. E o jingle parece que diz o que o povo está falando: Agora eu quero Agnelo.
Hoje, passando pelo twitter de um grande amigo meu li o seguinte: ‘Outra coisa q eu me dei conta hj é q todo jingle político tem base de música sertaneja. A eleição é do Brasil ou do interior do Goiás?’. Amigo, publicitário, mais de 12 mil seguidores no twitter, mas que falou besteira para mais de 12 mil seguidores.
Nessa campanha tenho ouvido (e feito) jingles excelentes e nos mais diversos ritmos. Como um samba excelente do Zé Serra, um forró pé-de-serra do Agnelo que dá vontade de sair dançando, um pop rock do Skaff para o governo de São Paulo e, pra puxar a sardinha pro meu lado, um funk baixo pro Bolota, que já toca por todo Tocantins. Muito mais que a preocupação em determinar um ritmo, o principal do jingle é que ele seja ‘chiclete’. Tipo aquela música que você alguém do seu lado cantarolou de manhã e lá pelo fim da tarde percebe que não parou de cantá-la o dia inteiro. Tipo "voar, voar, subir, subir"(você vai cantar isso um dia inteiro, duvida?).
Meu amigo está errado quando acha que os jingles feitos são todos com base na música sertaneja. Mas está mais errado ainda em achar que a predominância desse ritmo, às vezes, acontece por acaso. Funk baixo não é o que eu ou meus amigos gostamos, mas no meio do povo funciona sim. Sertanejo não é o que eu coloco no carro para ouvir, mas o povo sim. Eleições não sou eu ou meus amigos classe média que decidimos. Mas o povo sim.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Começou a campanha eleitoral
Na reta final, faltando agora menos de 30 dias para o brasileiro ir para as urnas, as propagandas políticas começam a esquentar. Até a pouco você via o Serra defendendo as Escolas Técnicas e a Dilma prometendo completar o serviço já iniciado no SUS. Ou ainda o Roriz prometendo um monumental estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios e Agnelo, utilizar seus conhecimentos médicos em prol da saúde no DF. Acabou isso, agora é pra valer.
Tem duas coisas que o povo brasileiro adora: besteira e baixaria. E eu não estou falando da camada pop do povo não. A elite mantém programas de besteirol no ar e sempre dá mais ibope às novelas quando tem uma briga de uma mulher com sua amante.
E nessa reta final bate o desespero. Quem não tem a perspicácia humorística de um Tiririca para estar na boca do povo através do humor, parte para o ataque. Vale quebrar o sigilo da filha de um candidato e vale fazer cara de coitado para falar que quebraram o sigilo bancário da sua própria filha. Vale até meter o presidente da república nisso. E melhor, vale até o presidente da república se meter nisso.
Dilma não fala mais nada sobre o escândalo da receita. Com certeza, receita dos seus marqueteiros. Deixa que Lula fala por ela. Serra disse que também não vai mais falar, mas se o desespero continuar batendo ele fala sim. Afinal, ele disse que ia ficar na prefeitura de São Paulo os 4 anos de mandato. E não ficou.
No âmbito local não é diferente. Quem ficou pra trás e começa a ver a distância ser cada dia aumentada também começa a partir para o ataque. Roriz não defende sua candidatura com o discurso “eu sou ficha limpa”. Ele simplesmente questiona: “o Agnelo é ficha limpa?”. É uma daquelas linhas de raciocínio tão verdadeiras quanto duvidosas. Mas pelo menos é um discurso que cola. Imagina o Roriz falando: “O Agnelo roubou quando estava no Ministério. Tá aqui nessa revista. Enquanto ele tem essa acusação, eu sou ficha limpa e NUNCA fui acusado de nada”. Aí ia ter que entrar um asterisco com letrinhas miúdas: *nunca foi acusado, por atos ilícitos à frente do Ministério do Esporte.
Tem duas coisas que o povo brasileiro adora: besteira e baixaria. E eu não estou falando da camada pop do povo não. A elite mantém programas de besteirol no ar e sempre dá mais ibope às novelas quando tem uma briga de uma mulher com sua amante.
E nessa reta final bate o desespero. Quem não tem a perspicácia humorística de um Tiririca para estar na boca do povo através do humor, parte para o ataque. Vale quebrar o sigilo da filha de um candidato e vale fazer cara de coitado para falar que quebraram o sigilo bancário da sua própria filha. Vale até meter o presidente da república nisso. E melhor, vale até o presidente da república se meter nisso.
Dilma não fala mais nada sobre o escândalo da receita. Com certeza, receita dos seus marqueteiros. Deixa que Lula fala por ela. Serra disse que também não vai mais falar, mas se o desespero continuar batendo ele fala sim. Afinal, ele disse que ia ficar na prefeitura de São Paulo os 4 anos de mandato. E não ficou.
No âmbito local não é diferente. Quem ficou pra trás e começa a ver a distância ser cada dia aumentada também começa a partir para o ataque. Roriz não defende sua candidatura com o discurso “eu sou ficha limpa”. Ele simplesmente questiona: “o Agnelo é ficha limpa?”. É uma daquelas linhas de raciocínio tão verdadeiras quanto duvidosas. Mas pelo menos é um discurso que cola. Imagina o Roriz falando: “O Agnelo roubou quando estava no Ministério. Tá aqui nessa revista. Enquanto ele tem essa acusação, eu sou ficha limpa e NUNCA fui acusado de nada”. Aí ia ter que entrar um asterisco com letrinhas miúdas: *nunca foi acusado, por atos ilícitos à frente do Ministério do Esporte.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Serra lendo o Blog do Nandico?
Se eu fosse um pouco egocêntrico falaria que Serra leu meu blog, concordou com o que eu falei sobre a entrevista da Dilma e colocou em prática ontem ao ser sabatinado por Willian Waack e Christiane Pelajo. Mas na realidade o que eu escrevi sobre Dilma vem de muito ler Noblat, Claudio Humberto, Ricardo Kotscho, de ouvir Carlos Heitor Cony, Arthur Xexéo e Viviane Mosé, além de sempre acompanhar o que Duda Mendonça fez e tem feito. Com grandes referências assim creio que também vou acertar de vez em quando.
Diferente das entrevistas do Jornal Nacional, quando Serra se saiu melhor que Dilma por conta de uma grande ajuda dos apresentadores, dessa vez ele foi vitorioso muito mais por seus méritos e, é claro pelos deméritos de Dilma. Ou pelos méritos de seus marqueteiros e deméritos dos marqueteiros da Lula.
Serra foi decidido a falar de emprego e falou. Foi perguntado sobre o câmbio flutuante e respondeu que vai gerar emprego. Insistiram sobre juros altos e ele respondeu com mais emprego. Intervencionismo na economia? A resposta de Serra foi produção e emprego. O povo pode até não entender a pergunta sobre câmbio flutuante ou intervencionismo, mas entende bem o que geração de emprego significa.
Mas no final, Serra teve aquela ajudinha amiga que Dilma não teve. Willian Waack alertou que o tempo estava acabando. Serra conseguiu concluir seu raciocíonio. Ele e sua equipe fizeram o dever de casa, viram onde Dilma errou na noite anterior. Pontos para ele. Mas haja ponto pra reverter um pleito que nunca antes na história desse país pareceu ser tão fácil.
Diferente das entrevistas do Jornal Nacional, quando Serra se saiu melhor que Dilma por conta de uma grande ajuda dos apresentadores, dessa vez ele foi vitorioso muito mais por seus méritos e, é claro pelos deméritos de Dilma. Ou pelos méritos de seus marqueteiros e deméritos dos marqueteiros da Lula.
Serra foi decidido a falar de emprego e falou. Foi perguntado sobre o câmbio flutuante e respondeu que vai gerar emprego. Insistiram sobre juros altos e ele respondeu com mais emprego. Intervencionismo na economia? A resposta de Serra foi produção e emprego. O povo pode até não entender a pergunta sobre câmbio flutuante ou intervencionismo, mas entende bem o que geração de emprego significa.
Mas no final, Serra teve aquela ajudinha amiga que Dilma não teve. Willian Waack alertou que o tempo estava acabando. Serra conseguiu concluir seu raciocíonio. Ele e sua equipe fizeram o dever de casa, viram onde Dilma errou na noite anterior. Pontos para ele. Mas haja ponto pra reverter um pleito que nunca antes na história desse país pareceu ser tão fácil.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Dilma sabe do que fala. E o povo? Entende?
Acabei de ver a entrevista que a candidata Dilma Inácio da Silva deu ontem à noite para o Jornal da Globo. Não esperava ver nos apresentadores o ataque que o casal Bonner fez contra ela no Jornal Nacional. Mas assisti a tudo sabendo o que procurava. Afinal, jornalismo imparcial na Globo não existe nem na hora de uma transmissão de futebol entre o Flamengo e o Asa de Arapiraca.
Dessa vez, os apresentadores do programa deram chance a Dilma falar. Mas não deram chance a ela falar com o povo. E ela aproveitou e falou, falou e falou, mas não com o povo. As perguntas foram dirigidas a um técnico e não a um político. Então direcionaram certo. Dilma sempre foi técnica e nunca política. Lula, diferente de sua comandada nunca foi técnico, nunca teve experiência administrativa em governo nenhum, mas sempre foi político.
Em determinado momento, Willian Waack fez a seguinte pergunta à candidata: Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo (de crescimento) sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso? Dilma emendou uma resposta que economistas, cientistas políticos e empresários entenderam bem. Falou de ajuste fiscal citando o PIB, a inflação, a dívida liquida, o regime de caixa. Ela caiu direitinho na pegadinha do malandro. Lula responderia algo do tipo:
- Willian, o ajuste fiscal pode até acontecer, mas o povo, que paga tanto imposto, não pode mais ser sobrecarregado. Ele precisa é ver o dinheirinho dele render comida, que eu que passei fome sei da importância.
Alguém lembraria que a pergunta era sobre o severo ajuste fiscal? Para encerrar a entrevista, quando faltava um minuto e parecia que Christiane Pelajo pediria as considerações finais, dando tempo para Dilma, Willian Waack interrompeu e jogou no ar: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro? E mais uma vez Dilma caiu. Gastou seu último minuto falando da OCDE, bens intermediários, taxas de juros internacionais sem sequer dar boa noite para a população.
Lula era o operário que falava com o povo, do jeito que o povo entendia. Dilma é aquela que sentava numa sala da fábrica e quando descia para conversar com os operários falava bonito, mas no final os deixava perguntando: o que ela disse?
A entrevista completa você lê e assiste aqui:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/dilma-rousseff-e-entrevistada-pelo-jornal-da-globo.html
Dessa vez, os apresentadores do programa deram chance a Dilma falar. Mas não deram chance a ela falar com o povo. E ela aproveitou e falou, falou e falou, mas não com o povo. As perguntas foram dirigidas a um técnico e não a um político. Então direcionaram certo. Dilma sempre foi técnica e nunca política. Lula, diferente de sua comandada nunca foi técnico, nunca teve experiência administrativa em governo nenhum, mas sempre foi político.
Em determinado momento, Willian Waack fez a seguinte pergunta à candidata: Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo (de crescimento) sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso? Dilma emendou uma resposta que economistas, cientistas políticos e empresários entenderam bem. Falou de ajuste fiscal citando o PIB, a inflação, a dívida liquida, o regime de caixa. Ela caiu direitinho na pegadinha do malandro. Lula responderia algo do tipo:
- Willian, o ajuste fiscal pode até acontecer, mas o povo, que paga tanto imposto, não pode mais ser sobrecarregado. Ele precisa é ver o dinheirinho dele render comida, que eu que passei fome sei da importância.
Alguém lembraria que a pergunta era sobre o severo ajuste fiscal? Para encerrar a entrevista, quando faltava um minuto e parecia que Christiane Pelajo pediria as considerações finais, dando tempo para Dilma, Willian Waack interrompeu e jogou no ar: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro? E mais uma vez Dilma caiu. Gastou seu último minuto falando da OCDE, bens intermediários, taxas de juros internacionais sem sequer dar boa noite para a população.
Lula era o operário que falava com o povo, do jeito que o povo entendia. Dilma é aquela que sentava numa sala da fábrica e quando descia para conversar com os operários falava bonito, mas no final os deixava perguntando: o que ela disse?
A entrevista completa você lê e assiste aqui:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/dilma-rousseff-e-entrevistada-pelo-jornal-da-globo.html
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Dilma Presidente, Serra Vice.
Fidelidade nunca foi o forte dos nossos políticos brasileiros. E que fique claro que não estamos falando aqui de vidas particulares e matrimoniais. Ou melhor, que fique claro que não estamos falando somente disso. Porque então não sugerir uma aliança dessas? Dilma na presidência e Serra como vice. E digo mais! Marina Silva Chefe da Casa Civil, o cargo mais importante após o de Presidente da República, segundo o programa político de Dilma na TV.
Estava vendo a pouco o programa dos candidatos à presidência e me surpreendi positivamente. Todos os 3 principais postulantes ao cargo são tão preparados, tão honestos, tão lindinhos e fofos! Porque não compormos uma chapa então com eles? Quanta proposta boa. São tão boas quanto iguais.
Hoje o programa de Serra teve o foco no tema Educação. Com muito orgulho o candidato levantou a bandeira das Escolas Técnicas. Mostrou quantas ele fez em São Paulo e o quanto elas ajudaram os cidadãos a terem mais oportunidades e qualificação profissional. Como um bom telespectador obediente, fui convencido de que é uma excelente ideia e que deve sim ser implantada amplamente no Brasil inteiro.
O programa de Dilma falou de tudo. Que o Lula fez. Inclusive das muitas Escolas Técnicas espalhadas pelo Brasil e que continuarão sendo criadas com a Dilma, ajudando brasileiros a terem mais oportunidades e qualificação profissional. O curioso é que fui convencido. Também.
E o programa da Marina? Ela apresentou uma equipe de primeiríssima. formados em Harvard, com experiências diversas, estudos rebuscados e até o criador dos Genéricos. E eu juro! Não era o Serra! E qual o problema dos genéricos terem mais de um “pai”? Tem tanta criança nesse país sem pai nenhum. Se os remedinhos tem mais de um, sorte deles, né?
Por que então não juntar tudo de bom e fazer um só programa de governo. Dilma presidente, Serra vice e Marina chefe da Casa Civil. A aliança é esdrúxula? E a do Lula com o Sarney não?
Estava vendo a pouco o programa dos candidatos à presidência e me surpreendi positivamente. Todos os 3 principais postulantes ao cargo são tão preparados, tão honestos, tão lindinhos e fofos! Porque não compormos uma chapa então com eles? Quanta proposta boa. São tão boas quanto iguais.
Hoje o programa de Serra teve o foco no tema Educação. Com muito orgulho o candidato levantou a bandeira das Escolas Técnicas. Mostrou quantas ele fez em São Paulo e o quanto elas ajudaram os cidadãos a terem mais oportunidades e qualificação profissional. Como um bom telespectador obediente, fui convencido de que é uma excelente ideia e que deve sim ser implantada amplamente no Brasil inteiro.
O programa de Dilma falou de tudo. Que o Lula fez. Inclusive das muitas Escolas Técnicas espalhadas pelo Brasil e que continuarão sendo criadas com a Dilma, ajudando brasileiros a terem mais oportunidades e qualificação profissional. O curioso é que fui convencido. Também.
E o programa da Marina? Ela apresentou uma equipe de primeiríssima. formados em Harvard, com experiências diversas, estudos rebuscados e até o criador dos Genéricos. E eu juro! Não era o Serra! E qual o problema dos genéricos terem mais de um “pai”? Tem tanta criança nesse país sem pai nenhum. Se os remedinhos tem mais de um, sorte deles, né?
Por que então não juntar tudo de bom e fazer um só programa de governo. Dilma presidente, Serra vice e Marina chefe da Casa Civil. A aliança é esdrúxula? E a do Lula com o Sarney não?
Enquanto isso, no twitter… - em 20/08/2010
O horário eleitoral começou essa semana com uma grande novidade: pela primeira vez na nova era democrática brasileira o ex-sindicalista Luis Inácio não aparece na TV como candidato à presidência. Por outro lado, novidade nenhuma, Lula divide espaço com Dilma e até mesmo em um jingle do Zé aparece lá na letra do animado Samba da Falsa Laje (uma excelente sugestão de nome para uma nova letra de Chico Buarque).
Se José Serra ganhou menos tempo nos programas de rádio e TV que Dilma ele pode tirar essa “desvantagem” nos minutos de aparições, afinal, Lula rouba alguns preciosos segundos, nos poupando de ver a face risonha e límpida da Dilma (ela não tem um quê de Vanusa?).
Brincadeiras à parte, os programas eleitorais dos presidenciáveis não mostraram nada de novo. Especialistas já dão como certa a vitória de Dilma em primeiro turno, caso nenhum fato novo venha a acontecer. Dilma aparece em imagem plastificada e pasteurizada, síntese do que seus marqueteiros entenderam ser o caminho depois de pesquisas quali e quanti. O programa do Serra era de verdade ou era déjà vu? Eu juro que acho que já vi ele antes… O resto… Foi o resto. Não vai significar nada. A esperança que Marina e algum outro candidato pudesse dividir a população e ajudar Serra a levar o pleito para segundo turno parece não se confirmar.
E com tudo isso acontecendo, lá está a classe media no twitter e youtube. José Serra virou comedor, como um garanhão, mas não como uma população faminta. Tiririca virou piada. Quer dizer, continuou sendo piada. Quer dizer, continuou não sendo piada. Mas enquanto a classe média brinca e experimenta as primeiras eleições da época virtual e interativa, a grande massa continua decidindo eleição.
No nosso círculo de amizade estamos acostumados a ouvir coisas do tipo: ‘todo mundo que eu conheço vai votar na Marina. Como pode ela ter tão pouco ponto nas pesquisas?’. Vai ver que todo mundo que você conhece não é ninguém. A classe média se fecha em seus grupinhos e não vê que as eleições são decididas por aqueles que não fazem parte do seu pequeno mundo. Afinal, são eles, ‘o povão’, a maioria da população.
Desde o fim do apartheid a África do Sul passou a ser liderada por presidentes negros. Antes disso, só não era porque a maioria negra não tinha direito a voto. Um dia acompanhava uma reportagem no país sobre o mundo pós-apartheid e o jornalista perguntou a um negro: ‘se em uma eleição um candidato branco for comprovadamente melhor que o candidato negro, você votaria nele?’. Após uma risada sem graça o africano respondeu que não.
Sempre a maioria decidirá uma eleição, mesmo que depois e como sempre o governo seja democraticamente feito por poucos e para poucos.
Se José Serra ganhou menos tempo nos programas de rádio e TV que Dilma ele pode tirar essa “desvantagem” nos minutos de aparições, afinal, Lula rouba alguns preciosos segundos, nos poupando de ver a face risonha e límpida da Dilma (ela não tem um quê de Vanusa?).
Brincadeiras à parte, os programas eleitorais dos presidenciáveis não mostraram nada de novo. Especialistas já dão como certa a vitória de Dilma em primeiro turno, caso nenhum fato novo venha a acontecer. Dilma aparece em imagem plastificada e pasteurizada, síntese do que seus marqueteiros entenderam ser o caminho depois de pesquisas quali e quanti. O programa do Serra era de verdade ou era déjà vu? Eu juro que acho que já vi ele antes… O resto… Foi o resto. Não vai significar nada. A esperança que Marina e algum outro candidato pudesse dividir a população e ajudar Serra a levar o pleito para segundo turno parece não se confirmar.
E com tudo isso acontecendo, lá está a classe media no twitter e youtube. José Serra virou comedor, como um garanhão, mas não como uma população faminta. Tiririca virou piada. Quer dizer, continuou sendo piada. Quer dizer, continuou não sendo piada. Mas enquanto a classe média brinca e experimenta as primeiras eleições da época virtual e interativa, a grande massa continua decidindo eleição.
No nosso círculo de amizade estamos acostumados a ouvir coisas do tipo: ‘todo mundo que eu conheço vai votar na Marina. Como pode ela ter tão pouco ponto nas pesquisas?’. Vai ver que todo mundo que você conhece não é ninguém. A classe média se fecha em seus grupinhos e não vê que as eleições são decididas por aqueles que não fazem parte do seu pequeno mundo. Afinal, são eles, ‘o povão’, a maioria da população.
Desde o fim do apartheid a África do Sul passou a ser liderada por presidentes negros. Antes disso, só não era porque a maioria negra não tinha direito a voto. Um dia acompanhava uma reportagem no país sobre o mundo pós-apartheid e o jornalista perguntou a um negro: ‘se em uma eleição um candidato branco for comprovadamente melhor que o candidato negro, você votaria nele?’. Após uma risada sem graça o africano respondeu que não.
Sempre a maioria decidirá uma eleição, mesmo que depois e como sempre o governo seja democraticamente feito por poucos e para poucos.
Os Bonner's 2 - em 12/08/2010
Uma análise das entrevistas dos presidenciáveis ao casal 10:
A primeira pergunta deles para Dilma Rousef: O seu nome foi uma indicação do presidente Lula. Algumas pessoas do PT consideraram uma escolha até mesmo autoritária. Por outro lado, a Sra. Não tem experiência eleitoral NENHUMA até esse momento. A sra se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?
A primeira pergunta deles para Marina Green: Candidata, a sua experiência como Ministra e Senadora foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A sra não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como a sra pretende convencer o eleitor de que sua canditatura é pra valer e não somente para marcar posição nessa questão do meio ambiente?
A primeira pergunta deles para José Serra: Candidato, desde o início da campanha o senhor tem evitado criticar o presidente Lula, em alguns casos chegando até a elogiar. O Sr. acha que é essa postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?
Preocupado com tempos regulamentares e prorrogações desse jogo, me atentei para o tempo levado para se fazer cada uma das perguntas iniciais das sabatinas. Os Bonner’s levaram 23 segundos para formular a primeira pergunta para Dilma. 19 segundos para a Marina e apenas 13 segundos para levantar a bola para José Serra. Sim, saindo do campo do futebol para as quadras de volei, a pergunta inicial para o conde drácula brasileiro foi uma levantada sem bloqueio do outro lado. Serra, apesar da idade avançada, aproveitou, deu um belo salto e cortou uma bola fácil, fácil.
Mas todo publicitário que trabalha com campanha política fica pensando nas respostas dos candidatos e imaginando o que responderia em cada pergunta. Eugenio Mohallen, um dos mais famosos e bem sucedidos redatores do Brasil falou um dia desses: ‘Chega de intermediários. Vamos fazer logo um debate entre marqueteiros.’ E a ideia é excelente. Mas fiquei imaginando o que eu no lugar de cada um dos presidenciáveis responderia às perguntas acima.
A primeira pergunta deles para Vilma Rousef: O seu nome foi uma indicação do presidente Lula. Algumas pessoas do PT consideraram uma escolha até mesmo autoritária. Por outro lado, a Sra. Não tem experiência eleitoral NENHUMA até esse momento. A sra se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?
O que eu responderia: Veja bem Fátima. Antes de ser mãe, você não tinha tido experiência maternal NENHUMA! E nasceram logo 3 de uma vez! Por que você não enviou duas para um orfanato até se sentir preparada para assumir tamanha responsabilidade?
A primeira pergunta deles para Marina Green: Candidata, a sua experiência como Ministra e Senadora foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A sra não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como a sra pretende convencer o eleitor de que sua canditatura é pra valer e não somente para marcar posição nessa questão do meio ambiente?
O que eu responderia: Você está certa, Fátima. Como senadora minha experiência foi voltada somente para a área do meio ambiente. Sempre que tinha uma lei para ser votada de outro assunto eu saia do plenário e ia plantar umas árvores lá fora...
A primeira pergunta deles para José Serra: Candidato, desde o início da campanha o senhor tem evitado criticar o presidente Lula, em alguns casos chegando até a elogiar. O Sr. acha que é essa postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?
O que eu responderia: Sim. Eu sou humilde. Muito obrigado. Eu sou demais né?
A primeira pergunta deles para Dilma Rousef: O seu nome foi uma indicação do presidente Lula. Algumas pessoas do PT consideraram uma escolha até mesmo autoritária. Por outro lado, a Sra. Não tem experiência eleitoral NENHUMA até esse momento. A sra se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?
A primeira pergunta deles para Marina Green: Candidata, a sua experiência como Ministra e Senadora foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A sra não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como a sra pretende convencer o eleitor de que sua canditatura é pra valer e não somente para marcar posição nessa questão do meio ambiente?
A primeira pergunta deles para José Serra: Candidato, desde o início da campanha o senhor tem evitado criticar o presidente Lula, em alguns casos chegando até a elogiar. O Sr. acha que é essa postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?
Preocupado com tempos regulamentares e prorrogações desse jogo, me atentei para o tempo levado para se fazer cada uma das perguntas iniciais das sabatinas. Os Bonner’s levaram 23 segundos para formular a primeira pergunta para Dilma. 19 segundos para a Marina e apenas 13 segundos para levantar a bola para José Serra. Sim, saindo do campo do futebol para as quadras de volei, a pergunta inicial para o conde drácula brasileiro foi uma levantada sem bloqueio do outro lado. Serra, apesar da idade avançada, aproveitou, deu um belo salto e cortou uma bola fácil, fácil.
Mas todo publicitário que trabalha com campanha política fica pensando nas respostas dos candidatos e imaginando o que responderia em cada pergunta. Eugenio Mohallen, um dos mais famosos e bem sucedidos redatores do Brasil falou um dia desses: ‘Chega de intermediários. Vamos fazer logo um debate entre marqueteiros.’ E a ideia é excelente. Mas fiquei imaginando o que eu no lugar de cada um dos presidenciáveis responderia às perguntas acima.
A primeira pergunta deles para Vilma Rousef: O seu nome foi uma indicação do presidente Lula. Algumas pessoas do PT consideraram uma escolha até mesmo autoritária. Por outro lado, a Sra. Não tem experiência eleitoral NENHUMA até esse momento. A sra se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?
O que eu responderia: Veja bem Fátima. Antes de ser mãe, você não tinha tido experiência maternal NENHUMA! E nasceram logo 3 de uma vez! Por que você não enviou duas para um orfanato até se sentir preparada para assumir tamanha responsabilidade?
A primeira pergunta deles para Marina Green: Candidata, a sua experiência como Ministra e Senadora foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A sra não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como a sra pretende convencer o eleitor de que sua canditatura é pra valer e não somente para marcar posição nessa questão do meio ambiente?
O que eu responderia: Você está certa, Fátima. Como senadora minha experiência foi voltada somente para a área do meio ambiente. Sempre que tinha uma lei para ser votada de outro assunto eu saia do plenário e ia plantar umas árvores lá fora...
A primeira pergunta deles para José Serra: Candidato, desde o início da campanha o senhor tem evitado criticar o presidente Lula, em alguns casos chegando até a elogiar. O Sr. acha que é essa postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?
O que eu responderia: Sim. Eu sou humilde. Muito obrigado. Eu sou demais né?
Os Bonner's - em 10/08/2010
Entrei no meu folhetim matinal Twitter hoje e vi nos Trending Topics que alguma coisa havia acontecido ontem entre Dilma, Fátima e Willian Bonner. Não tinha visto a estrevista ontem. Não me impressionei com os comentários do tipo “Cala Boca Dilma”. O público tuiteiro é um público muito maria-vai-com-as-outras. É só lançar uma modinha que vira trending topic. Se tornou publicizado então que Dilma foi esculachada pelo casal 10. E como diria um daqueles teóricos comunicadores (se não me engano Adorno): o que é publicizado se torna real. Talvez isso tenha sido verdade algum dia. Nos dias de hoje, de matrixes e mundos virtuais, muitas realidades podem ser construídas e conviverem harmônicamente com outras realidades conflitantes ou não.
Por isso mesmo fui ao twitter do meu amigo Lelê Teles, conferir os resultados da entrevista da Lula (sim, o feminino de Lula é... Lula). E como é bom perceber que eu estava certo. Existia outra verdade naquilo tudo. Dilma massacrou o casal 10. Se defendeu astutamente e saiu triunfante e vitoriosa da entrevista, segundo o filósofo e comunicólogo Lelê Teles.
Agora sim estava pronto para assistir a entrevista. Fui no youtube e conferi na íntegra os 12 minutos e 22 segundos de sabatina. E a verdade estava ali estampada: o casal mais fofo da TV brasileira mostrou as garras e não deu chances para Dilma. Eles realmente fizeram a candidata do PT e do PMDB perder o rumo por alguns momentos, colocando a Baixada Santista no Rio de Janeiro. Como eu disse, a verdade estava ali estampada: Dilma se defendeu muito bem em diversos momentos dos ataques grosseiros e cortadas deselegantes dos Bonner’s. Mostrou que vem sendo bem treinada para responder cada vez melhor aos ataques. Isso quer dizer que os tuiteiros classe média emergente estavam certos. Isso quer dizer que meu camarada Lelê também estava certo. E que ambos estavam errados, sem tirar-lhes a razão.
Um dia estava na mesa de um bar com um grande amigo e contei a ele um caso de uma amiga que me ligava sempre, reclamava do namorado, falava que ele não lhe dava atenção e que provavelmente tinha outra. Quando eu discorria sobre as maldades do crápula que namorava a menina, meu amigo sabiamente me interrompeu e disse: “toda história tem 3 verdades: a dela, a dele e a verdadeira. Você só ouviu a verdade dela. Como será a verdade dele?”. E não é que ele tinha razão. Muitas vezes duas versões da mesma história são tão reais quanto contraditórias.
E quem não concordar comigo que invente a sua verdade.
Por isso mesmo fui ao twitter do meu amigo Lelê Teles, conferir os resultados da entrevista da Lula (sim, o feminino de Lula é... Lula). E como é bom perceber que eu estava certo. Existia outra verdade naquilo tudo. Dilma massacrou o casal 10. Se defendeu astutamente e saiu triunfante e vitoriosa da entrevista, segundo o filósofo e comunicólogo Lelê Teles.
Agora sim estava pronto para assistir a entrevista. Fui no youtube e conferi na íntegra os 12 minutos e 22 segundos de sabatina. E a verdade estava ali estampada: o casal mais fofo da TV brasileira mostrou as garras e não deu chances para Dilma. Eles realmente fizeram a candidata do PT e do PMDB perder o rumo por alguns momentos, colocando a Baixada Santista no Rio de Janeiro. Como eu disse, a verdade estava ali estampada: Dilma se defendeu muito bem em diversos momentos dos ataques grosseiros e cortadas deselegantes dos Bonner’s. Mostrou que vem sendo bem treinada para responder cada vez melhor aos ataques. Isso quer dizer que os tuiteiros classe média emergente estavam certos. Isso quer dizer que meu camarada Lelê também estava certo. E que ambos estavam errados, sem tirar-lhes a razão.
Um dia estava na mesa de um bar com um grande amigo e contei a ele um caso de uma amiga que me ligava sempre, reclamava do namorado, falava que ele não lhe dava atenção e que provavelmente tinha outra. Quando eu discorria sobre as maldades do crápula que namorava a menina, meu amigo sabiamente me interrompeu e disse: “toda história tem 3 verdades: a dela, a dele e a verdadeira. Você só ouviu a verdade dela. Como será a verdade dele?”. E não é que ele tinha razão. Muitas vezes duas versões da mesma história são tão reais quanto contraditórias.
E quem não concordar comigo que invente a sua verdade.
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