O debate dos candidatos ao governo do DF deve ter sido o comentário em 10 das 10 repartições públicas da capital hoje. Todos os holofotes voltados para Weslian Roriz. Aqui no blog eu já havia lançado a dúvida sobre a aparição da candidata nessa reta final. Será que o tempo era muito curto para mostrá-la como uma candidata tão forte como o chefe da casa ou muito curto a ponto de valer a pena escondê-la e manter o índice deixado pelo seu marido e prepará-la para o segundo turno? O tempo pareceu ser longo, mas longo até demais, todas as vezes que era sua hora de falar.
Mas falar mal de Weslian aqui é cair no lugar comum. É óbvio qeu ela foi mal. É óbvio que ela iria ter um desempenho igual ao de Roriz. Não que isso seja ruim. Tanto é que parece que a preocupação dos outros candidatos foi justamente essa: um desempenho horroroso, igual ao do chefe. Em 98, Cristovam perdeu a eleição ao menosprezar Roriz no ultimo debate. O pleito virou nos acréscimos do segundo tempo graças a um maior poder de lábia do candidato do PT, que falou bonito, se mostrou superior e o povo, aquele que decide eleição, não gostou. Duda Mendonça, mago de Lula em sua primeira campanha vitoriosa, diz que em campanha, quem bate perde. Ontem, ninguém ousou bater na Senhora Roriz. Respeito ou medo?
Alguns marqueteiros sugerem uma forma de se medir o vencedor do debate: assisti-lo no mute. A linguagem corporal fala muito. Mostra, por exemplo Weslian Roriz lendo seus textos. Mostra Agnelo inseguro, assim como os candidatos do PV e do PSol irritados em alguns momentos. Para mim, a grande vantagem de abaixar o volume ontem foi não ouvir Weslian falar. Ou deixar de falar.
Mas o debate teve muito mais que Weslian. Em um dos blocos, a jornalista da Globo se perdeu e deixou o candidato do PV sem responder uma pergunta, enquanto Weslian respondeu duas. Para tentar consertar, deu a ele o direito de fazer uma pergunta. Duda Mendonça, ele mais uma vez, diz que o momento do candidato é a hora que vai responder, pois quem o questionou terá o direito da réplica e ele fecha com a tréplica. E Eduardo Brandão do PV aceitou calado ficar em silêncio. Seus assessores também. Trocando em miúdos, é como quando a gente era pequeno e tava brigando com o irmão:
- Cala a boca!
- Cala a boca você.
- Cala a boca você, seu boboca.
- Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu.
- Os dois, parem com essa briga agora – finaliza a discussão a mãe, deixando o ultimo que falou com a vitória no acalorado debate sobre o silêncio.
Mas quem realmente ganhou o debate? Isso não é o Trending Topics do Twitter quem decide. Na realidade isso nem muito importa. Vencer um debate não quer dizer tudo. O próprio Lula cansava de ganhar debates e perder eleições.
Todo político adora um microfone. Mas nem sempre o que ele fala é o que ele fala. Às vezes o que ele fala é o que alguém mandou falar. Às vezes é o que alguém quer escutar. Outras vezes ele fala, mas nem era aquilo que ele queria dizer. Chega ao ponto de ele nem falar, mas dizerem que ele falou. Esse blog tenta analisar isso. Nada científico. É só o que o autor quer falar mesmo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Publicidade x Programas Sociais?
Tenho um amigo flamenguista que todas as vezes que não tem mais argumentos em uma discussão sobre nossos times ele solta: “mas o mengão é hexa”. Todas as vezes que o papo chega nesse ponto eu encerro, pois dali pra frente sai de campo a razão e o máximo que eu vou ouvir é “o mengão é hexa”. A falta de argumentos ou de assunto sai vitoriosa nesse tipo de conversa.
A imprensa também se vê, constantemente, diante da falta de assunto. Sempre ouvi a seguinte frase sobre isso: se um jornal não tem pauta pro dia seguinte ele vai pra porta de um hospital e espera aparecer. Culpa, evidentemente, de um sistema de saúde que ainda é bem caótico. Sempre vai ter alguém querendo reclamar do péssimo atendimento e do descaso.
Isso tudo foi para falar sobre a falta de argumentos que cercou o debate político ontem. Na minha opinião chega-se a esse ponto quando é questionado algum gasto de governo com publicidade. E ainda pode piorar quando comparado a alguma outra área como saúde, transporte ou educação. Marina questionou Serra sobre isso. Perguntou por que em seu governo em São Paulo se gastou mais com publicidade do que em programas sociais. A resposta é tão simples quanto óbvia: porque publicidade é mais cara do que programas sociais, oras bolas.
Por que a Casas Bahia gasta, ou melhor, investe mais em publicidade do que em programas sociais? Muitos responderiam que a comparação é esdrúxula, afinal o negócio da Casas Bahia é vender e não fazer programas sociais. E o negócio de governo nenhum é fazer programas sociais. Isso é só uma pequena parte. Claro que advogo em causa própria, mas realmente acredito na publicidade bem feita para informar a população. Publicitários, assim como comunistas, não comem criançinhas no jantar. Esses são os padres. Tudo bem, uma pequena camada do clero eclesiástico.
A propaganda de utilidade pública é regulamentada pela Secretaria de Comunicação. Nenhum governo pode fazer o que bem entende. Mas qualquer governo tem sim o direito e, muitas vezes, o dever de prestar contas daquilo que faz. E é óbvio que nessa hora ele irá falar bem dele mesmo. Se fosse para falar mal o nome disso seria imprensa.
Acredito que a pergunta da Marina para Serra não deveria ser essa. Minha sugestão seria: Serra, por que seus eleitores devem insistir em você que já teve uma chance em um segundo turno com o Lula e não em mim? Na minha opinião, é hora do debate virar o jogo para ela. Ou melhor, já passou da hora. Debater ideias é importante, mas levá-las pelo menos ao segundo turno é ainda mais.
Sei que advoguei em causa própria. Mas e meu colega flamenguista, não? Em tempo, o mengão não é hexa. Ou pelo menos, há controvérsias.
A imprensa também se vê, constantemente, diante da falta de assunto. Sempre ouvi a seguinte frase sobre isso: se um jornal não tem pauta pro dia seguinte ele vai pra porta de um hospital e espera aparecer. Culpa, evidentemente, de um sistema de saúde que ainda é bem caótico. Sempre vai ter alguém querendo reclamar do péssimo atendimento e do descaso.
Isso tudo foi para falar sobre a falta de argumentos que cercou o debate político ontem. Na minha opinião chega-se a esse ponto quando é questionado algum gasto de governo com publicidade. E ainda pode piorar quando comparado a alguma outra área como saúde, transporte ou educação. Marina questionou Serra sobre isso. Perguntou por que em seu governo em São Paulo se gastou mais com publicidade do que em programas sociais. A resposta é tão simples quanto óbvia: porque publicidade é mais cara do que programas sociais, oras bolas.
Por que a Casas Bahia gasta, ou melhor, investe mais em publicidade do que em programas sociais? Muitos responderiam que a comparação é esdrúxula, afinal o negócio da Casas Bahia é vender e não fazer programas sociais. E o negócio de governo nenhum é fazer programas sociais. Isso é só uma pequena parte. Claro que advogo em causa própria, mas realmente acredito na publicidade bem feita para informar a população. Publicitários, assim como comunistas, não comem criançinhas no jantar. Esses são os padres. Tudo bem, uma pequena camada do clero eclesiástico.
A propaganda de utilidade pública é regulamentada pela Secretaria de Comunicação. Nenhum governo pode fazer o que bem entende. Mas qualquer governo tem sim o direito e, muitas vezes, o dever de prestar contas daquilo que faz. E é óbvio que nessa hora ele irá falar bem dele mesmo. Se fosse para falar mal o nome disso seria imprensa.
Acredito que a pergunta da Marina para Serra não deveria ser essa. Minha sugestão seria: Serra, por que seus eleitores devem insistir em você que já teve uma chance em um segundo turno com o Lula e não em mim? Na minha opinião, é hora do debate virar o jogo para ela. Ou melhor, já passou da hora. Debater ideias é importante, mas levá-las pelo menos ao segundo turno é ainda mais.
Sei que advoguei em causa própria. Mas e meu colega flamenguista, não? Em tempo, o mengão não é hexa. Ou pelo menos, há controvérsias.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Promessa de Campanha foi feita para ser quebrada
Roriz acaba de descumprir sua primeira promessa de campanha. Em um de seus inflamados discursos para seus eleitores, Joca bradou em alto e bom som: “pode dizer, pode reafirmar, pode garantir. Sou candidato para vencer no dia 03 de outubro!”. Ninguém pode falar que ele foi impedido de disputar. Mas o que é quebrar uma promessa? Tem gente quebrando sigilo e se mantendo firme nas pesquisas.
A equipe de Roriz, o marido, já se movimenta para dar credibilidade à Roriz, a esposa. No site do candidato renunciado, ao invés da imediata retirada do material de campanha, está o apoio à sua mulher, com uma foto dele estampada: “Vote Roriz 20. Vamos eleger D. Weslian. Estarei com ela a cada minuto”.
Mas será que Dona Weslian terá um desempenho pior que do Joca nos debates, programas e comícios que ainda restam essa semana? Os engraçadinhos diriam que desempenho pior que do candidato renunciado é impossível. Mas foi o desempenho tido por muitos “catrastrófico” que deu a ele a vitória sobre Cristovam. Seus eleitores continuam acreditando naquilo que ele fala, ou que mal sabe falar.
Como será com sua fantoche? Weslian terá tempo de aparecer e se mostrar capaz de manter os votos que Rorizão sempre teve? Ou o pouco tempo será suficiente para escondê-la e manter pelo menos um índice capaz de levar o pleito para o segundo turno?
O certo é que pouca gente votará em Weslian. Assim como um percentual muito pequeno votarápara Distrital em Dedé, Liliane, Leonardo, Rubens, Paulo e André. O mesmo não se pode dizer da Roriz, candidata ao governo e dos 6 Rorizes candidatos a Deputado Distrital.
A equipe de Roriz, o marido, já se movimenta para dar credibilidade à Roriz, a esposa. No site do candidato renunciado, ao invés da imediata retirada do material de campanha, está o apoio à sua mulher, com uma foto dele estampada: “Vote Roriz 20. Vamos eleger D. Weslian. Estarei com ela a cada minuto”.
Mas será que Dona Weslian terá um desempenho pior que do Joca nos debates, programas e comícios que ainda restam essa semana? Os engraçadinhos diriam que desempenho pior que do candidato renunciado é impossível. Mas foi o desempenho tido por muitos “catrastrófico” que deu a ele a vitória sobre Cristovam. Seus eleitores continuam acreditando naquilo que ele fala, ou que mal sabe falar.
Como será com sua fantoche? Weslian terá tempo de aparecer e se mostrar capaz de manter os votos que Rorizão sempre teve? Ou o pouco tempo será suficiente para escondê-la e manter pelo menos um índice capaz de levar o pleito para o segundo turno?
O certo é que pouca gente votará em Weslian. Assim como um percentual muito pequeno votarápara Distrital em Dedé, Liliane, Leonardo, Rubens, Paulo e André. O mesmo não se pode dizer da Roriz, candidata ao governo e dos 6 Rorizes candidatos a Deputado Distrital.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Vice?
Desde nossas primeiras eleições diretas após o período militar o vice-presidente é um cargo que vai além do cabide político. Sarney assumiu ainda antes das primeiras diretas, depois Itamar sucedeu Collor. Na era FHC, Magro Maciel passou praticamente despercebido. José Alencar teve mais destaque, até mesmo por sua luta contra o câncer que o Brasil inteiro acompanha nesses 8 anos.
Mas não se pode dizer que alguma vez um vice ganhou uma eleição diretamente. O Zé Alencar ajudou a consolidar alianças políticas e deu a Lula uma credibilidade que nunca tinha tido com... Quem foram seus vices em candidaturas que saiu derrotado mesmo? Se o vice-presidente é uma figura que fica para segundo plano, o que dirá do aspirante a vice-alguma-coisa?
Em Brasília, ninguém entendeu a escolha de Tadeu Filipelli para vice de Agnelo. Quer dizer, muita gente não acreditou, mas entendeu. O papel do vice, mais que decorativo, é o de fazer as alianças valerem. Mas a verdade é que o verdadeiro eleitor de Agnelo teria pavor de que acontecesse com ele o que aconteceu com Collor. O mesmo medo que o eleitor da Mãe Dilma tem de que aconteça com ela o mesmo que Tancredo. Bate na madeira treze vezes.
O Zé. O Serra, disse ontem em sabatina na OAB que “o vice é uma coisa que vem do passado. O vice hoje é para composição política. Muitas vezes soma ao contrário”. Sabe o que fala o Zé. Seu vice, Índio da Costa é a própria soma ao contrário. Suas declarações de que o PT tinha ligações com as FARC não tiveram repercussão a ponto de gerar mudança na campanha. Se ele foi escolhido para ser um franco atirador, os tiros não tem dado certo. Serra tem razão quando diz que vice é coisa do passado. Ficou no passado, mais precisamente, quando Aécio recusou o cargo na chapa. Ser contra um vice como o Índio da Costa é mole. E se fosse o Aecinho? Mas o neto, de Tancredo (o mesmo a dar lugar ao primeiro vice dessa história) também não gosta de ser vice. Pudera. Nem o Vasco que está tão acostumado não gosta.
Mas não se pode dizer que alguma vez um vice ganhou uma eleição diretamente. O Zé Alencar ajudou a consolidar alianças políticas e deu a Lula uma credibilidade que nunca tinha tido com... Quem foram seus vices em candidaturas que saiu derrotado mesmo? Se o vice-presidente é uma figura que fica para segundo plano, o que dirá do aspirante a vice-alguma-coisa?
Em Brasília, ninguém entendeu a escolha de Tadeu Filipelli para vice de Agnelo. Quer dizer, muita gente não acreditou, mas entendeu. O papel do vice, mais que decorativo, é o de fazer as alianças valerem. Mas a verdade é que o verdadeiro eleitor de Agnelo teria pavor de que acontecesse com ele o que aconteceu com Collor. O mesmo medo que o eleitor da Mãe Dilma tem de que aconteça com ela o mesmo que Tancredo. Bate na madeira treze vezes.
O Zé. O Serra, disse ontem em sabatina na OAB que “o vice é uma coisa que vem do passado. O vice hoje é para composição política. Muitas vezes soma ao contrário”. Sabe o que fala o Zé. Seu vice, Índio da Costa é a própria soma ao contrário. Suas declarações de que o PT tinha ligações com as FARC não tiveram repercussão a ponto de gerar mudança na campanha. Se ele foi escolhido para ser um franco atirador, os tiros não tem dado certo. Serra tem razão quando diz que vice é coisa do passado. Ficou no passado, mais precisamente, quando Aécio recusou o cargo na chapa. Ser contra um vice como o Índio da Costa é mole. E se fosse o Aecinho? Mas o neto, de Tancredo (o mesmo a dar lugar ao primeiro vice dessa história) também não gosta de ser vice. Pudera. Nem o Vasco que está tão acostumado não gosta.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Musiquinhas
Uma das coisas que mais me atrai em campanhas políticas são as “musiquinhas” dos candidatos, como diria minha mãe. Talvez pelo pseudo-músico que ainda existe dentro de mim. E isso não é exclusividade minha. Duda Mendonça, na minha opinião, o publicitário responsável pela mudança de estratégia nas campanhas de Lula, também é apaixonado por jingles. Tanto é que a primeira peça de campanha que mostra aos seus candidatos é justamente sua musiquinha.
Os jingles são excelente ferramentas para sintetizar mensagens e conceitos. Um dia desses, conversando com minha empregada fiquei questionando ela sobre seu voto para governador. Ela, que sempre foi eleitora do Roriz e até ganhou lote ‘dele’, falou que vota no Agnelo. ‘Mas por que, se o Roriz te deu um lote e fez tanta obra, tanta coisa’. ‘Fez muita coisa sim. Mas já deu o tempo dele. Agora é a hora do outro’. E o jingle parece que diz o que o povo está falando: Agora eu quero Agnelo.
Hoje, passando pelo twitter de um grande amigo meu li o seguinte: ‘Outra coisa q eu me dei conta hj é q todo jingle político tem base de música sertaneja. A eleição é do Brasil ou do interior do Goiás?’. Amigo, publicitário, mais de 12 mil seguidores no twitter, mas que falou besteira para mais de 12 mil seguidores.
Nessa campanha tenho ouvido (e feito) jingles excelentes e nos mais diversos ritmos. Como um samba excelente do Zé Serra, um forró pé-de-serra do Agnelo que dá vontade de sair dançando, um pop rock do Skaff para o governo de São Paulo e, pra puxar a sardinha pro meu lado, um funk baixo pro Bolota, que já toca por todo Tocantins. Muito mais que a preocupação em determinar um ritmo, o principal do jingle é que ele seja ‘chiclete’. Tipo aquela música que você alguém do seu lado cantarolou de manhã e lá pelo fim da tarde percebe que não parou de cantá-la o dia inteiro. Tipo "voar, voar, subir, subir"(você vai cantar isso um dia inteiro, duvida?).
Meu amigo está errado quando acha que os jingles feitos são todos com base na música sertaneja. Mas está mais errado ainda em achar que a predominância desse ritmo, às vezes, acontece por acaso. Funk baixo não é o que eu ou meus amigos gostamos, mas no meio do povo funciona sim. Sertanejo não é o que eu coloco no carro para ouvir, mas o povo sim. Eleições não sou eu ou meus amigos classe média que decidimos. Mas o povo sim.
Os jingles são excelente ferramentas para sintetizar mensagens e conceitos. Um dia desses, conversando com minha empregada fiquei questionando ela sobre seu voto para governador. Ela, que sempre foi eleitora do Roriz e até ganhou lote ‘dele’, falou que vota no Agnelo. ‘Mas por que, se o Roriz te deu um lote e fez tanta obra, tanta coisa’. ‘Fez muita coisa sim. Mas já deu o tempo dele. Agora é a hora do outro’. E o jingle parece que diz o que o povo está falando: Agora eu quero Agnelo.
Hoje, passando pelo twitter de um grande amigo meu li o seguinte: ‘Outra coisa q eu me dei conta hj é q todo jingle político tem base de música sertaneja. A eleição é do Brasil ou do interior do Goiás?’. Amigo, publicitário, mais de 12 mil seguidores no twitter, mas que falou besteira para mais de 12 mil seguidores.
Nessa campanha tenho ouvido (e feito) jingles excelentes e nos mais diversos ritmos. Como um samba excelente do Zé Serra, um forró pé-de-serra do Agnelo que dá vontade de sair dançando, um pop rock do Skaff para o governo de São Paulo e, pra puxar a sardinha pro meu lado, um funk baixo pro Bolota, que já toca por todo Tocantins. Muito mais que a preocupação em determinar um ritmo, o principal do jingle é que ele seja ‘chiclete’. Tipo aquela música que você alguém do seu lado cantarolou de manhã e lá pelo fim da tarde percebe que não parou de cantá-la o dia inteiro. Tipo "voar, voar, subir, subir"(você vai cantar isso um dia inteiro, duvida?).
Meu amigo está errado quando acha que os jingles feitos são todos com base na música sertaneja. Mas está mais errado ainda em achar que a predominância desse ritmo, às vezes, acontece por acaso. Funk baixo não é o que eu ou meus amigos gostamos, mas no meio do povo funciona sim. Sertanejo não é o que eu coloco no carro para ouvir, mas o povo sim. Eleições não sou eu ou meus amigos classe média que decidimos. Mas o povo sim.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Começou a campanha eleitoral
Na reta final, faltando agora menos de 30 dias para o brasileiro ir para as urnas, as propagandas políticas começam a esquentar. Até a pouco você via o Serra defendendo as Escolas Técnicas e a Dilma prometendo completar o serviço já iniciado no SUS. Ou ainda o Roriz prometendo um monumental estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios e Agnelo, utilizar seus conhecimentos médicos em prol da saúde no DF. Acabou isso, agora é pra valer.
Tem duas coisas que o povo brasileiro adora: besteira e baixaria. E eu não estou falando da camada pop do povo não. A elite mantém programas de besteirol no ar e sempre dá mais ibope às novelas quando tem uma briga de uma mulher com sua amante.
E nessa reta final bate o desespero. Quem não tem a perspicácia humorística de um Tiririca para estar na boca do povo através do humor, parte para o ataque. Vale quebrar o sigilo da filha de um candidato e vale fazer cara de coitado para falar que quebraram o sigilo bancário da sua própria filha. Vale até meter o presidente da república nisso. E melhor, vale até o presidente da república se meter nisso.
Dilma não fala mais nada sobre o escândalo da receita. Com certeza, receita dos seus marqueteiros. Deixa que Lula fala por ela. Serra disse que também não vai mais falar, mas se o desespero continuar batendo ele fala sim. Afinal, ele disse que ia ficar na prefeitura de São Paulo os 4 anos de mandato. E não ficou.
No âmbito local não é diferente. Quem ficou pra trás e começa a ver a distância ser cada dia aumentada também começa a partir para o ataque. Roriz não defende sua candidatura com o discurso “eu sou ficha limpa”. Ele simplesmente questiona: “o Agnelo é ficha limpa?”. É uma daquelas linhas de raciocínio tão verdadeiras quanto duvidosas. Mas pelo menos é um discurso que cola. Imagina o Roriz falando: “O Agnelo roubou quando estava no Ministério. Tá aqui nessa revista. Enquanto ele tem essa acusação, eu sou ficha limpa e NUNCA fui acusado de nada”. Aí ia ter que entrar um asterisco com letrinhas miúdas: *nunca foi acusado, por atos ilícitos à frente do Ministério do Esporte.
Tem duas coisas que o povo brasileiro adora: besteira e baixaria. E eu não estou falando da camada pop do povo não. A elite mantém programas de besteirol no ar e sempre dá mais ibope às novelas quando tem uma briga de uma mulher com sua amante.
E nessa reta final bate o desespero. Quem não tem a perspicácia humorística de um Tiririca para estar na boca do povo através do humor, parte para o ataque. Vale quebrar o sigilo da filha de um candidato e vale fazer cara de coitado para falar que quebraram o sigilo bancário da sua própria filha. Vale até meter o presidente da república nisso. E melhor, vale até o presidente da república se meter nisso.
Dilma não fala mais nada sobre o escândalo da receita. Com certeza, receita dos seus marqueteiros. Deixa que Lula fala por ela. Serra disse que também não vai mais falar, mas se o desespero continuar batendo ele fala sim. Afinal, ele disse que ia ficar na prefeitura de São Paulo os 4 anos de mandato. E não ficou.
No âmbito local não é diferente. Quem ficou pra trás e começa a ver a distância ser cada dia aumentada também começa a partir para o ataque. Roriz não defende sua candidatura com o discurso “eu sou ficha limpa”. Ele simplesmente questiona: “o Agnelo é ficha limpa?”. É uma daquelas linhas de raciocínio tão verdadeiras quanto duvidosas. Mas pelo menos é um discurso que cola. Imagina o Roriz falando: “O Agnelo roubou quando estava no Ministério. Tá aqui nessa revista. Enquanto ele tem essa acusação, eu sou ficha limpa e NUNCA fui acusado de nada”. Aí ia ter que entrar um asterisco com letrinhas miúdas: *nunca foi acusado, por atos ilícitos à frente do Ministério do Esporte.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Serra lendo o Blog do Nandico?
Se eu fosse um pouco egocêntrico falaria que Serra leu meu blog, concordou com o que eu falei sobre a entrevista da Dilma e colocou em prática ontem ao ser sabatinado por Willian Waack e Christiane Pelajo. Mas na realidade o que eu escrevi sobre Dilma vem de muito ler Noblat, Claudio Humberto, Ricardo Kotscho, de ouvir Carlos Heitor Cony, Arthur Xexéo e Viviane Mosé, além de sempre acompanhar o que Duda Mendonça fez e tem feito. Com grandes referências assim creio que também vou acertar de vez em quando.
Diferente das entrevistas do Jornal Nacional, quando Serra se saiu melhor que Dilma por conta de uma grande ajuda dos apresentadores, dessa vez ele foi vitorioso muito mais por seus méritos e, é claro pelos deméritos de Dilma. Ou pelos méritos de seus marqueteiros e deméritos dos marqueteiros da Lula.
Serra foi decidido a falar de emprego e falou. Foi perguntado sobre o câmbio flutuante e respondeu que vai gerar emprego. Insistiram sobre juros altos e ele respondeu com mais emprego. Intervencionismo na economia? A resposta de Serra foi produção e emprego. O povo pode até não entender a pergunta sobre câmbio flutuante ou intervencionismo, mas entende bem o que geração de emprego significa.
Mas no final, Serra teve aquela ajudinha amiga que Dilma não teve. Willian Waack alertou que o tempo estava acabando. Serra conseguiu concluir seu raciocíonio. Ele e sua equipe fizeram o dever de casa, viram onde Dilma errou na noite anterior. Pontos para ele. Mas haja ponto pra reverter um pleito que nunca antes na história desse país pareceu ser tão fácil.
Diferente das entrevistas do Jornal Nacional, quando Serra se saiu melhor que Dilma por conta de uma grande ajuda dos apresentadores, dessa vez ele foi vitorioso muito mais por seus méritos e, é claro pelos deméritos de Dilma. Ou pelos méritos de seus marqueteiros e deméritos dos marqueteiros da Lula.
Serra foi decidido a falar de emprego e falou. Foi perguntado sobre o câmbio flutuante e respondeu que vai gerar emprego. Insistiram sobre juros altos e ele respondeu com mais emprego. Intervencionismo na economia? A resposta de Serra foi produção e emprego. O povo pode até não entender a pergunta sobre câmbio flutuante ou intervencionismo, mas entende bem o que geração de emprego significa.
Mas no final, Serra teve aquela ajudinha amiga que Dilma não teve. Willian Waack alertou que o tempo estava acabando. Serra conseguiu concluir seu raciocíonio. Ele e sua equipe fizeram o dever de casa, viram onde Dilma errou na noite anterior. Pontos para ele. Mas haja ponto pra reverter um pleito que nunca antes na história desse país pareceu ser tão fácil.
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