Na reta final, faltando agora menos de 30 dias para o brasileiro ir para as urnas, as propagandas políticas começam a esquentar. Até a pouco você via o Serra defendendo as Escolas Técnicas e a Dilma prometendo completar o serviço já iniciado no SUS. Ou ainda o Roriz prometendo um monumental estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios e Agnelo, utilizar seus conhecimentos médicos em prol da saúde no DF. Acabou isso, agora é pra valer.
Tem duas coisas que o povo brasileiro adora: besteira e baixaria. E eu não estou falando da camada pop do povo não. A elite mantém programas de besteirol no ar e sempre dá mais ibope às novelas quando tem uma briga de uma mulher com sua amante.
E nessa reta final bate o desespero. Quem não tem a perspicácia humorística de um Tiririca para estar na boca do povo através do humor, parte para o ataque. Vale quebrar o sigilo da filha de um candidato e vale fazer cara de coitado para falar que quebraram o sigilo bancário da sua própria filha. Vale até meter o presidente da república nisso. E melhor, vale até o presidente da república se meter nisso.
Dilma não fala mais nada sobre o escândalo da receita. Com certeza, receita dos seus marqueteiros. Deixa que Lula fala por ela. Serra disse que também não vai mais falar, mas se o desespero continuar batendo ele fala sim. Afinal, ele disse que ia ficar na prefeitura de São Paulo os 4 anos de mandato. E não ficou.
No âmbito local não é diferente. Quem ficou pra trás e começa a ver a distância ser cada dia aumentada também começa a partir para o ataque. Roriz não defende sua candidatura com o discurso “eu sou ficha limpa”. Ele simplesmente questiona: “o Agnelo é ficha limpa?”. É uma daquelas linhas de raciocínio tão verdadeiras quanto duvidosas. Mas pelo menos é um discurso que cola. Imagina o Roriz falando: “O Agnelo roubou quando estava no Ministério. Tá aqui nessa revista. Enquanto ele tem essa acusação, eu sou ficha limpa e NUNCA fui acusado de nada”. Aí ia ter que entrar um asterisco com letrinhas miúdas: *nunca foi acusado, por atos ilícitos à frente do Ministério do Esporte.
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