Uma das coisas que mais me atrai em campanhas políticas são as “musiquinhas” dos candidatos, como diria minha mãe. Talvez pelo pseudo-músico que ainda existe dentro de mim. E isso não é exclusividade minha. Duda Mendonça, na minha opinião, o publicitário responsável pela mudança de estratégia nas campanhas de Lula, também é apaixonado por jingles. Tanto é que a primeira peça de campanha que mostra aos seus candidatos é justamente sua musiquinha.
Os jingles são excelente ferramentas para sintetizar mensagens e conceitos. Um dia desses, conversando com minha empregada fiquei questionando ela sobre seu voto para governador. Ela, que sempre foi eleitora do Roriz e até ganhou lote ‘dele’, falou que vota no Agnelo. ‘Mas por que, se o Roriz te deu um lote e fez tanta obra, tanta coisa’. ‘Fez muita coisa sim. Mas já deu o tempo dele. Agora é a hora do outro’. E o jingle parece que diz o que o povo está falando: Agora eu quero Agnelo.
Hoje, passando pelo twitter de um grande amigo meu li o seguinte: ‘Outra coisa q eu me dei conta hj é q todo jingle político tem base de música sertaneja. A eleição é do Brasil ou do interior do Goiás?’. Amigo, publicitário, mais de 12 mil seguidores no twitter, mas que falou besteira para mais de 12 mil seguidores.
Nessa campanha tenho ouvido (e feito) jingles excelentes e nos mais diversos ritmos. Como um samba excelente do Zé Serra, um forró pé-de-serra do Agnelo que dá vontade de sair dançando, um pop rock do Skaff para o governo de São Paulo e, pra puxar a sardinha pro meu lado, um funk baixo pro Bolota, que já toca por todo Tocantins. Muito mais que a preocupação em determinar um ritmo, o principal do jingle é que ele seja ‘chiclete’. Tipo aquela música que você alguém do seu lado cantarolou de manhã e lá pelo fim da tarde percebe que não parou de cantá-la o dia inteiro. Tipo "voar, voar, subir, subir"(você vai cantar isso um dia inteiro, duvida?).
Meu amigo está errado quando acha que os jingles feitos são todos com base na música sertaneja. Mas está mais errado ainda em achar que a predominância desse ritmo, às vezes, acontece por acaso. Funk baixo não é o que eu ou meus amigos gostamos, mas no meio do povo funciona sim. Sertanejo não é o que eu coloco no carro para ouvir, mas o povo sim. Eleições não sou eu ou meus amigos classe média que decidimos. Mas o povo sim.
Nem é só a Namorada que lê! não!
ResponderExcluirHá uma senhora de 88 anos que freqüenta minha casa, moradora da samambaia, beneficiada por Roriz e posteriormente por Arruda, a velinha (como é carinhosamente chamada) idolatra tanto seus benfeitores, mais especificamente o 1º, que a forma que ela demonstra isso é cantando "musiquinhas" baseado na música do FUSCÃO PRETO que ela compões nos comícios do "Coronel do Cerrado".
ResponderExcluirFuscão preto? é, uma senhora de 88 anos vinda do interior do sertão nordeste, cantaria mais o que?
MERMAO, que ódio dessa música do Biafra! Vc merecia um soco, Fernandinho.
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