segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Publicidade x Programas Sociais?

Tenho um amigo flamenguista que todas as vezes que não tem mais argumentos em uma discussão sobre nossos times ele solta: “mas o mengão é hexa”. Todas as vezes que o papo chega nesse ponto eu encerro, pois dali pra frente sai de campo a razão e o máximo que eu vou ouvir é “o mengão é hexa”. A falta de argumentos ou de assunto sai vitoriosa nesse tipo de conversa.

A imprensa também se vê, constantemente, diante da falta de assunto. Sempre ouvi a seguinte frase sobre isso: se um jornal não tem pauta pro dia seguinte ele vai pra porta de um hospital e espera aparecer. Culpa, evidentemente, de um sistema de saúde que ainda é bem caótico. Sempre vai ter alguém querendo reclamar do péssimo atendimento e do descaso.

Isso tudo foi para falar sobre a falta de argumentos que cercou o debate político ontem. Na minha opinião chega-se a esse ponto quando é questionado algum gasto de governo com publicidade. E ainda pode piorar quando comparado a alguma outra área como saúde, transporte ou educação. Marina questionou Serra sobre isso. Perguntou por que em seu governo em São Paulo se gastou mais com publicidade do que em programas sociais. A resposta é tão simples quanto óbvia: porque publicidade é mais cara do que programas sociais, oras bolas.

Por que a Casas Bahia gasta, ou melhor, investe mais em publicidade do que em programas sociais? Muitos responderiam que a comparação é esdrúxula, afinal o negócio da Casas Bahia é vender e não fazer programas sociais. E o negócio de governo nenhum é fazer programas sociais. Isso é só uma pequena parte. Claro que advogo em causa própria, mas realmente acredito na publicidade bem feita para informar a população. Publicitários, assim como comunistas, não comem criançinhas no jantar. Esses são os padres. Tudo bem, uma pequena camada do clero eclesiástico.

A propaganda de utilidade pública é regulamentada pela Secretaria de Comunicação. Nenhum governo pode fazer o que bem entende. Mas qualquer governo tem sim o direito e, muitas vezes, o dever de prestar contas daquilo que faz. E é óbvio que nessa hora ele irá falar bem dele mesmo. Se fosse para falar mal o nome disso seria imprensa.

Acredito que a pergunta da Marina para Serra não deveria ser essa. Minha sugestão seria: Serra, por que seus eleitores devem insistir em você que já teve uma chance em um segundo turno com o Lula e não em mim? Na minha opinião, é hora do debate virar o jogo para ela. Ou melhor, já passou da hora. Debater ideias é importante, mas levá-las pelo menos ao segundo turno é ainda mais.

Sei que advoguei em causa própria. Mas e meu colega flamenguista, não? Em tempo, o mengão não é hexa. Ou pelo menos, há controvérsias.

Um comentário:

  1. Infeliz teu post. Por alguns motivos!
    A brincadeirinha com o jantar dos padres foi feia. Liberdade de expressão nao é isso.
    E comparar mesmo os gastos com projetos sociais e publicitarios, defendendo que deveria mesmo ter um gasto maior com publicidade é loucura de quem realmente nao entende o que é um governo democrático.
    Ah, e meter as Casas Bahia nesse post so teria logica se vc estivesse falando do Tiririca.
    Continua discursando aí. Mas mede as palavras...
    Beijos

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