Ergue os braços, aponta para o centro do campo e apita o final do jogo. Ainda faltam uns poucos minutos de acréscimos, mas a campanha presidencial montanha-russa vem chegando ao fim. Especialistas fizeram previsões e erraram. Marqueteiros fizeram estratégias e erraram. Os candidatos tentaram não agredir e erraram. Tentaram agredir e erraram também. Tentaram até ser agredidos e continuaram errando. Pesquisas erraram até na margem de erro.
Nos últimos dias, os debates e os programas políticos giram em torno de um teste de paternidade. Ou maternidade. Quem é o pai do Bolsa Família? Quem é a mãe do PAC? Serra defende o ditado popular de que pai é quem cria. Diz que criou diversos programas que o governo Lula adotou mais tarde. Dilma assume a maternidade de outros cujo pai foi também o nosso atual presidente. Mas tudo, nada mais é que uma briga por herança. Filhos mais velhos, no caso de Serra bem mais velhos, que querem ser herdeiros únicos do Plano Real, da estabilidade econômica e da diminução da miséria. Resta saber se não teremos um daqueles casos de “pai rico, filho pobre”.
Mas o início do post não foi em vão. A imprensa nessa reta final parece que adotou a regra do presidente Lula: não existe mais regra. Enquanto o presidente, a 3 dias do pleito eleitoral, cavou uma viagem para visitar plataforma do pré-sal e defender a não-privatização da Petrobras, a Globo ontem foi na canela de Dilma. Nos dois breaks de intervalo de Flamengo e Corinthians, coincidentemente o jogo das maiores torcidas do Brasil, a emissora transmitiu cerca de 2 minutos do candidato azul (e agora verde) e apenas 30 segundos da candidata vermelha (e agora verde). Como diria o Cléber Machado: pode isso, Arnaldo?
Jogo sujo!
ResponderExcluirA regra é clara, tem que ser o mesmo tempo para os dois, pros de camisa azul e pros de camisa vermelha.