Será que finalmente teremos um vice-presidente? O que vimos nos últimos anos foram vices que acabaram assumindo ou sumindo. Sarney assumiu. Itamar era sumido até assumir. Marco Maciel de tão sumido desapareceu. E José Alencar, o mais carismático de todos os outros foi sumindo pela enorme sombra de seu superior.
Agora, Dilma não é Lula e Temer não é Alencar. E, principalmente, o partido de Temer não é o partido de Alencar. Enquanto o pequeno PRB apenas fez parte do governo, o PMDB não quer só fazer parte. Quer a parte dele. E o partido tem como aliado o vice-presidente. O problema é quando as vontades dos pe-eme-dê-bistas não são aceitas. O governo corre o risco de ter a oposição dentro de casa.
Se Dilma se vendeu como a grande mãe do Brasil, o PMDB pode assumir o papel de filho mais importante da casa. Resta saber ser será o filho rebelde, a ovelha negra, que precisa estar com a mesada em dia para não dar trabalho ou o filho exemplar, que cumpre as tarefas e é recompensado por isso. O problema é que ser rebelde gera mais notícia.
A verdade é que nunca antes na história desse país um vice-presidente tem a chance de ser tão atuante. Se Temer e os outros caciques se entendessem poderiam não ser coadjuvantes no governo sem precisar ser oposição dentro dele. Mas por enquanto o vice tem sido mais falado por sua ninfeta-dama do que por uma posição política diferenciada.