quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Deixa a mulher trabalhar

Em sua campanha de reeleição em 2006 a equipe de Lula adotou em alguns de seus programas políticos a frase “deixa o homem trabalhar”. Depois de 8 anos chegou a vez da mulher trabalhar. E Dilma, que sempre foi vista como uma executora e não como uma política mostrou que realmente é isso mesmo. Fez ministros ficarem em Brasília de plantão, caso ela convocasse, colocou técnicos de carreira em importantes cargos, chamou para si a responsabilidade e assumiu cortes de gastos e até mesmo fez questão de mostrar a cara no desastre do Rio no início do ano.

Então se ela está trabalhando está ok, certo? Estaria se o brasileiro não tivesse como passatempo preferido criticar. Se está viajando, o presidente é turista. Se fica demais no país não se importa com política externa. Se inaugura uma obra todo dia, é porque está fazendo propaganda. Se não inaugura, é porque não está trabalhando. Se não vai de perto acompanhar o que pode ser feito em meio a uma catástrofe é um presidente ausente. Aí quando vai é porque está pensando nas eleições daqui 3 anos?

Ontem li em um blog que nem Aécio, nem José Serra, nem Eduardo Campos são os maiores empecilhos para a volta de Lula em 2015 e sim Dilma. Até o PT deu indícios de que não está gostando muito dessa super-eficiência da presidenta. Acham que ela quer ser mais popular que o ex-presidente. E nunca será! Mas ficar dentro do palácio guardando o lugar pro Lulinha ela também não vai fazer. Ao contrário de seu antecessor, Dilma fala pouco. Ao contrário de seu antecessor, Dilma faz muito. Não teremos frases de efeito nem inflamados discursos improvisados. Mas pra que isso? Se ela pode aproveitar o que foi dito durante 8 anos para fazer o que nunca antes na história desse país se fez.

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